Próprio punho

Privatização da Água - exemplos Brasil afora

Grandes corporações avançam sobre saneamento e água brasileiros

De Rondônia ao Rio Grande do Sul, passando pelo interior de São Paulo, setor privado mostra voracidade para obter monopólio de recursos estratégicos 

Por Moriti Neto [05.09.2011 15h10]
Agosto de 2011. Somente um mês após a privatização do abastecimento de água e  esgoto, os moradores de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, se surpreenderam. A maioria das contas sofreu aumento, contrariando as promessas de redução da tarifa, feitas pela prefeitura e a empresa Foz do Brasil, concessionária que assumiu os serviços. As reclamações dos usuários foram parar na imprensa local. Houve caso de morador que gastou apenas um metro cúbico de água e teve que pagar R$ 33.
Antes, no mês de fevereiro, Santa Gertrudes, cidade do interior de São Paulo, passou por situação semelhante. O reajuste aplicado nas contas de água após a privatização do serviço causou protestos entre os moradores. Há casos em que o aumento chegou a 700%. Além dos aumentos abusivos nos preços, outra coincidência: a empresa concessionária também é a Foz do Brasil, braço do Grupo Odebrecht.
Mercadoria
Com a crescente busca pela privatização no setor de água, o consumidor pode ter mesmo pela frente contas mais altas. A avaliação é de organizações sociais nacionais e internacionais que participaram, em julho, de seminário que debateu como a população pode se organizar para impedir a venda das empresas.
De acordo com representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) 90% da rede de distribuição de água no país são controlados por empresas públicas, com uma cobertura de quase 100% das grandes e médias cidades.
Para o MAB, um negócio que não requer grandes investimentos (já que conta com estruturas prontas, criadas com dinheiro público) e movimenta anualmente cerca de R$ 120 bilhões – mais que todo o setor elétrico – desperta o interesse da iniciativa privada.
A elevação dos custos ocorreria pela própria lógica do sistema privado, que adota um modelo de reajuste estabelecido em preços internacionais. Representantes das organizações preveem um aumento imediato nos preços, além de uma diminuição dos investimentos no setor.
Os participantes do seminário denunciaram práticas ilícitas em alguns estados do país. Em Rondônia, na região norte, representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Água e Energia afirmam que empresários assediam vereadores.
A entidade também denuncia que, em alguns municípios, as prefeituras têm desconsiderado processos legais, como a licitação para a concessão do sistema de abastecimento, exemplo ocorrido na cidade de Ariquemes. Contra a privatização, os sindicalistas avaliam que as empresas privadas investirão menos na ampliação da rede e, principalmente, em saneamento.
Guaratinguetá: inspiração para Atibaia
Em maio deste ano informações dão conta de que o Saneamento Ambiental de Atibaia (SAAE) começou a debater internamente uma proposta de mudança no modelo de gestão do saneamento básico.
Tomando como exemplo o padrão adotado na cidade de Guaratinguetá (SP) o poder público atibaiense busca a iniciativa privada para angariar recursos financeiros ao setor. A justificativa é que, sozinho, não conseguirá alcançar metas de saneamento básico previstas em lei federal (lei 1.445 de 2007) que diz, por exemplo, que os serviços devem ser universalizados.
Na proposta, a Prefeitura tenta que a Câmara de Atibaia aprove projeto de alteração de regime jurídico do SAAE (de autarquia para empresa pública) o que possibilitaria, como em Guará, a contratação de uma Parceria Público Privada (PPP).
O esforço da Prefeitura é tamanho que, em meados de julho, antes de qualquer chamado para audiências públicas e com atropelamento do tempo que deveria ser direcionado a estudos minuciosos e debates amplos, o vice-prefeito em exercício, Ricardo dos Santos Antonio (PT) solicitou sessão extraordinária no Legislativo, em pleno recesso parlamentar, para votar a proposta.
A sessão foi recusada pelo presidente da Câmara, vereador Emil Ono. No entanto, na próxima segunda-feira, 5, é provável que o projeto seja votado pelos vereadores sem que algumas repostas consistentes e definitivas. 
No caso da alteração de regime, embora a direção da empresa afirme que nada vai mudar para quem fez carreira no SAAE, a modificação coloca condições diferentes nas relações de trabalho, ameaçando empregos e direitos adquiridos, o que preocupa funcionários e consumidores. Por exemplo, existe a súmula 390, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que prevê a perda da estabilidade dos funcionários concursados se houver a mudança para regime de empresa pública.       
Sobre as relações de consumo, se deixar de ser uma autarquia, a empresa perderá a isenção de diversos impostos, como PIS e Cofins, ligados à seguridade social. Essa diferença será ou não repassada para as tarifas cobradas da população? Não se sabe até o momento.
Guará: primeiro o esgoto; depois a água 
A Companhia de Serviço de Água, Esgoto e Resíduos de Guaratinguetá (SAEG) é apontada pela atual administração atibaiense como exemplo de solução para atingir metas da lei federal de saneamento, bem como um instrumento capaz de sanar finanças.
Em Guará, o argumento para a mudança e a entrada do setor privado na gestão de saneamento era que o poder público não teria condições econômico-financeiras de manter a instituição após a sanção da lei  federal em 2007.
Já em 2008, o Serviço Autônomo de Água, Esgoto e Resíduos de Guaratinguetá (SAAEG) mudou o regime jurídico – de autarquia para empresa de economia mista – tornou-se SAEG e instalou uma PPP.
O Grupo Queiroz Galvão, detentor da Companhia de Águas do Brasil (CAB Ambiental) em tese, seria a solução dos problemas da antiga autarquia de Guará. Não é o que se vê.
No último dia 1 de junho, o prefeito de Guaratinguetá, Junior Filippo (DEM) encaminhou à Câmara Municipal do município um projeto de lei solicitando autorização legislativa para a concessão da água na cidade. Trocando em miúdos, fazer da água uma mercadoria a ser vendida à população sob a tutela da iniciativa privada.
A alegação era de que a capacidade de investimento de Guará é baixa, por isso a decisão de estreitar relações com o setor privado. No dia 30 de junho, em sessão ordinária, os vereadores votaram e aprovaram o texto “em regime de urgência”, por oito votos a três.
A propósito, a CAB Ambiental é o elo das propostas de Atibaia e Guaratinguetá. Além de já estar presente no saneamento da SAEG de Guará, ela é quem fez o projeto de PPP para o SAAE de Atibaia.
Justiça rescinde contrato da CAB no Paraná
A Justiça de Paranaguá, no Paraná, determinou a rescisão do contrato entre as empresas CAB Águas de Paranaguá S/A, sub-concessionária que administra o serviço de abastecimento e saneamento na cidade, a Companhia de Água e Esgotos de Paranaguá (CAGEPAR) e o município.
A decisão, de caráter liminar, atende ação civil pública apresentada em maio deste ano, pelo Ministério Público do Paraná. A Promotoria de Justiça da comarca sustenta que a empresa deixou de cumprir diversas obrigações contratuais, resultando em grave prejuízo financeiro aos cofres públicos, sem contar a má-qualidade do serviço que é oferecido à população e o desrespeito à legislação.
O juiz que acatou os argumentos do MP impôs prazo de oito meses para que a administração municipal volte a assumir o serviço hoje prestado pelas empresas. Em caso de descumprimento, a prefeitura deverá pagar multa diária de R$ 10 mil.
Os promotores de Justiça apontaram diversas ilegalidades, como o não pagamento de encargos aos cofres municipais e o descumprimento recorrente de várias cláusulas contratuais, que implicaram na não realização de investimentos em melhoria do serviço e, consequentemente, prejuízo direto para a população.
Na decisão, o juiz chega a transcrever trecho da medida do MP-PR, que resume a situação: “Aproximadamente 45 anos após a assinatura do contrato de concessão de exploração dos serviços de água e esgoto e, após 14 anos da assinatura do contrato de subconcessão destes serviços, nem a Cagepar e nem a Águas do Paraná executaram satisfatoriamente, nem o Município exigiu tal implemento”.
O juiz também destaca: “Frise-se, após 14 anos do contrato de sub-concessão, não há sequer 5% de rede reparadora de esgoto no município de Paranaguá”. Por contrato, a empresa deveria ter implantado 85% do sistema de atendimento de esgoto até 2003.
Além disso, a Águas de Paranaguá havia se comprometido a construir reservatórios com capacidade de 17mil m3 até 2001, sendo que, até 2005, instalou apenas um reservatório, com capacidade de 1 mil m3.
Em virtude disso e de outras situações, em março deste ano, quando houve uma enchente na região, os moradores da cidade ficaram sem abastecimento de água por vários dias. “As fortes chuvas do início do ano nos deram a prova material de que o sistema era de fato frágil e que a população corria risco”, afirmam os promotores de Justiça autores da ação.
Eles estimam que, no total, o descumprimento de cláusulas contratuais que implicavam em investimentos na rede de água e esgoto e o não pagamento de encargos resultaram em um rombo de cerca de R$ 60 milhões aos cofres públicos.
Em comum com Atibaia e Guaratinguetá, a cidade de Paranaguá tem a mesma empresa como a parte privada – já instalada ou pretendida – dos serviços de água e esgoto: a CAB Águas de Paranaguá, empresa que a  Justiça determinou a rescisão de contrato no Paraná, é um dos muitos braços da CAB Ambiental e do Grupo Galvão estendidos Brasil afora.
Como se vê, Foz do Brasil e CAB Ambiental, tentáculos de grandes corporações, vão expandindo as atividades na área de água e esgoto pelo país. Poucas empresas com  interesses privados controlando recursos de tamanha importância estratégica e futura, colocam o Brasil, nesse setor, caminhando na contramão mesmo quando se fala de países ferrenhos defensores das privatizações.                 
Na Europa, experiência negativa e volta atrás
O doutorando da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Juscelino Eudâmidas diz que, de acordo com pesquisas internacionais, até 2015, cerca de 60% da capacidade de abastecimento da América Latina estará privatizada. Contudo, ele destaca que, nos países ricos, onde a ideia da privatização surgiu, os governos estão voltando atrás.
"O Estado francês, onde surgiram as primeiras experiências de concessão do sistema de distribuição de água, está reestatizando todo o serviço. Eles viram que a qualidade do serviço e da água caíram, os preços subiram exorbitantemente e o serviço não foi universalizado", diz Eudâmidas.
Representantes do Movimento dos Atingidos Pelas Barragens destacam que a Itália, por meio de referendo, decidiu, em junho passado, que o sistema de água deve ser gerido por empresas públicas.
Onde está a participação popular?  
Se na Itália a população do país foi consultada para votar o modelo de gerenciamento da água, em Atibaia não houve sequer uma audiência pública chamada para debater a mudança de regime jurídico do SAAE e a contratação da PPP. A ação de convocar os contribuintes seria um sinal de respeito à democracia, principalmente pelo papel fundamental da empresa na história da cidade.
Até mesmo na polemica envolvendo a cidade de Santa Gertrudes, no interior de São Paulo, aqui narrada, o prefeito João Vitte disse que é praticamente impossível cancelar o contrato de concessão, já que ele foi amplamente discutido com a população por meio de audiências públicas. Além disso, o edital de licitação ficou um ano sob análise do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e foi elaborado conforme as regras do órgão.

Flagrante contradição
Evento curioso – e não menos contraditório e incoerente – ocorreu esta semana. O site oficial da Prefeitura de Atibaia exibia nota convocando para terça-feira, 6 de setembro, às 18h, no Fórum Cidadania, audiência pública para discutir a implantação do loteamento “Reserva de Atibaia”, na estrada dos Pires, bairro rio Abaixo. 
O texto destaca que a “reunião é aberta” e    que “audiências públicas são instrumentos que buscam colher subsídios para o processo de tomada de decisões do Poder Executivo. Elas também permitem aos cidadãos a oportunidade de encaminhar pleitos, sugestões e opiniões, além de darem publicidade a assuntos de interesse público”.
Enfim, uma incoerência, pois se audiências públicas existe para tratar de interesse público, porque o SAAE não as merece? Fica difícil compreender a noção de democracia se água e esgoto, temas de reflexos gigantescos para a saúde humana e ao meio ambiente, não são brindados com a possibilidade do debate franco e amplo.


Fonte: http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9453/grandes-corporacoes-avancam-sobre-saneamento-e-agua-brasileiros-

Quilombagem

Um ótimo documentário que retrata o conflito entre comunidades tradicionais e unidades de conservação.

Povos ciganos

Uma reportagem especial sobre os povos cigaos, sua história e preconceitos aos mesmos.

Recomendamos:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/grande-reportagem/2011-05-24/ciganos-um-povo-invisivel 
http://fragmentosfractais.blogspot.com/ - blog de Aluízio Azevedo.


Ciganos ainda são “povos invisíveis”, avaliam estudiosos

24/05/2011 - 9h14



Daniella Jinkings e Marcos Chagas
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – Apesar de viverem no país desde o século 16, os ciganos ainda são uma parcela da população pouco conhecida pelos brasileiros e até mesmo pelo Poder Público. Faltam informações oficiais precisas sobre o número de ciganos que vivem no território nacional. As estimativas variam de 800 mil – a mais adotada por órgãos do governo e entidades não governamentais – até 1,2 milhão de pessoas.
A Agência Brasil publica hoje (24) uma série de matérias para mostrar um pouco dos costumes e da história desse “povo invisível”, como definem estudiosos do tema, representantes do governo e os próprios ciganos. De acordo com o diretor executivo da Pastoral dos Nômades, padre Wallace Zanon, os ciganos ainda não têm seus direitos respeitados. “Eles ainda estão um passo atrás, pois nunca foram reconhecidos.”
Para a presidenta da Associação Cigana das Etnias Calons do Distrito Federal e Entorno, Marlete Queiroz, há descaso tanto da sociedade e quanto do governo. “Os ciganos fazem parte de um Brasil invisível.”

Movimentos sociais rejeitam hidrovia Paraguai-Paraná

Participantes da I Expedição às Nascentes do rio Paraguai rejeitam hidrovia Paraguai-Paraná.
Tive oportunidade de participar desta expedição às nascentes. Triste ver a Lagoa da Princesa, um dos berços deste rio, com suas margens completamente descaracterizadas, com intenso cultivo de grãos e com capim exótico à beira da água.
Padre Salomão e Vanda conduziram uma mística e fomos convidados a, juntos, orarmos pelo rio. Momento sublime e inesquecível




Movimentos sociais de Cáceres querem que Hidrovia Paraguai/Paraná seja retirada do PAC


A Sociedade Fé e Vida de Cáceres encaminhou para a coordenação do workshop que discute a implantação da Hidrovia Paraguai/Paraná, hoje, 19, em Brasilia, um documento elaborado por ocaisão do Dia do Rio Paraguai no ano passado, que pede a retirada imediata da Hidrovia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

Segundo nota enviada à redação pelo vereador Alonso Batista, que integra o movimento "nós consideramos que seja uma afronta à todos que o evento seja realizado em Brasília sem discussão local. Não queremos que repita com o Rio Paraguai o que aconteceu com o Zoneamento Sócioeconomico Ecológico do Estado de Mato Grosso (ZSEE), quando, apesar das contribuições de vários grupos organizados e comunidades tradicionais, foi aprovado atendendo apenas o interesse de grandes grupos econômicos do Estado.

Veja o documento abaixo

Ex-ministros escrevem sobre o Código Florestal

Dez ex-ministros do Meio Ambiente definem texto do novo Código Florestal como perverso
[23/05/2011 18:28]
Dez ex-ministros do Meio Ambiente assinaram nesta segunda-feira uma carta aberta em que definem como perverso o texto da reforma do Código Florestal que deve ser votado amanhã (24) pela Câmara. Também amanhã eles têm um encontro com a presidente Dilma Rousseff para manifestar a opinião de que a proposta a ser votada representa um retrocesso na política ambiental brasileira.

"Não vemos, na proposta de mudanças do Código Florestal aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados em junho de 2010, nem nas versões posteriormente circuladas, coerência com nosso processo histórico, marcado por avanços na busca da consolidação do desenvolvimento sustentável. Ao contrário, se aprovada qualquer uma dessas versões, o país agirá na contramão de nossa história e em detrimento de nosso capital natural", afirmam os ex-ministros na carta.
Assinaram o texto: Marina Silva (PV), Carlos Minc (PT), Sarney Filho (PV), Rubens Ricupero (sem partido), José Carlos Carvalho (sem partido), Fernando Coutinho Jorge (PMDB), Paulo Nogueira Neto (sem partido), Henrique Brandão Cavalcanti (sem partido), Gustavo Krause (DEM), José Goldemberg (PMDB).

Contra os biocidas

Campanha contra o uso de agrotóxicos!
Partiipe.


Campanha contra o uso de agrotóxicos







Número: 43 Abr/Mai 2011


Você sabia que todos os dias quando almoçamos e jantamos ingerimos uma quantidade enorme de venenos? Nossos alimentos estão contaminados porque as lavouras em todo o Brasil são pulverizadas com grande quantidade de agrotóxicos.

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde 2009. Mais de um bilhão de litros de venenos foram jogados nas lavouras, de acordo com dados oficiais.

Os agrotóxicos contaminam a produção dos alimentos que comemos e a água (dos rios, lagos, chuvas e os lençóis freáticos) que bebemos!

Mas os venenos não estão só no nosso prato. Todo o ambiente, os animais e nós, seres humanos, estamos ameaçados!

Código florestal

Da Carta Maior

Amazônia: qual o código da nossa esquerda?
Gilson Caroni Filho

Será o Código Florestal a prova dos nove para o habitual transformismo que, vez por outra, visita forças do campo progressista? É hora de a esquerda se livrar do imaginário herdado do padrão fordista e incorporar a luta pela preservação natural ao seu horizonte político. Data: 14/05/2011

Equilíbrio ambiental e desenvolvimento sustentável são elementos indispensáveis para o futuro do país. Exigem do movimento ecológico uma reformulação radical que o torne matriz de uma nova esquerda. A Amazônia é um exemplo. Seu desmatamento é obra conjunta de latifundiários, grandes empresários e empresas mineradoras.

São os inimigos a serem confrontados prontamente. Será o Código Florestal a prova dos nove para o habitual transformismo que, vez por outra, visita forças do campo progressista? Ou talvez a inflexão de fundo seja de maior envergadura. É hora de a própria esquerda se livrar do imaginário herdado do padrão fordista e incorporar a luta pela preservação natural ao seu horizonte político. Fora disso, a palavra progressista torna-se um vocábulo vazio. Um atributo discutível para quem luta no campo democrático-popular. O ciclo da destruição das nossas florestas é sobejamente conhecido.